Paróquia São José / Arquidiocese de Palmas-TO - (63)-3217-1192
Pastoral do Dízimo

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Data da criação: Fevereiro de 1992

Nome do coordenador: Guilherme e Terezinha

Objetivo da Pastoral:

Motivar e mostrar aos paroquianos o quanto o dizimo é bíblico e essencial para a sobrevivência da paróquia quer seja material como espiritualmente.

Publico alvo: Os paroquianos no seu todo

Principais atividades da pastoral: com presença marcante nas missas, orientando sempre o fiel além de prestar-lhe informações sobre  o lado cristão do dizimo.

 

O QUE É O DÍZIMO?

Dízimo é um ato de gratidão a Deus, do qual recebemos tudo o que temos. É devolução a Ele de um pouco do que dele recebemos, por meio da Igreja, para que o seu Reino aconteça entre nós. É manifestação de nosso amor a Deus e aos irmãos. É partilha dos bens que estão a nosso dispor, especialmente com os mais necessitados.

Contudo, a inspiração com que cada um vê ou percebe o dízimo vai atribuir-lhe um significado. Assim, ouve-se que é gesto de amor, de agradecimento, expressão de fé, de solidariedade, de fraternidade, retribuição aos dons e bênçãos de Deus, manifestação de responsabilidade para com a Igreja e o plano de Deus, e outros inúmeros qualificativos que buscam defini-lo.

De fato, o dízimo assume diferentes expressões em razão do que o motiva (por que o oferto?) ou de sua destinação (para que o oferto?). Mas uma palavra enfeixa todas as suas possíveis definições: AMOR.

Num primeiro momento, devo reconhecer, pelos dons gratuitos que recebo de Deus - a começar pela vida, pela saúde, pela inteligência -, o imenso AMOR que Ele tem por mim. Depois, manifesto de forma objetiva minha gratidão, retribuindo a Ele este sentimento em gesto concreto de AMOR através dos meus irmãos.

O dízimo é, pois, uma retribuição que fazemos a Deus de parte do que gratuitamente d'Ele recebemos, um pouco de nós mesmos; e o fazemos através da Igreja, para que ela possa cumprir a missão da qual Jesus a incumbiu.

O dízimo é uma contribuição voluntária, regular, periódica e proporcional aos rendimentos recebidos, que todo batizado deve assumir como obrigação pessoal - mas também como direito - em relação à manutenção da vida da Igreja local onde vive sua fé. O dízimo é compromisso de cada cristão. Representa a aceitação consciente do dom de Deus e a disposição fiel de colaborar com seu projeto de felicidade para todos. Dízimo é agradecimento e partilha, já que tudo o que temos e recebemos vem de Deus e pertence a Deus.

Devolução a Deus, por meio da Igreja, de um pouco do muito que Ele nos dá. Contribuição para com a comunidade, da qual fazemos parte pelo Batismo. Partilha que nasce do amor aos irmãos e irmãs, especialmente em relação aos empobrecidos.

E o que o Dízimo não é? O dízimo não é esmola, ofertório ou coleta. O dízimo não deve ser uma prática filantrópica, mas um gesto religioso.

O QUE DIZ A BÍBLIA SOBRE O DÍZIMO?

As passagens da Bíblia que nos falam do Dízimo são muitíssimas. Por sua Palavra, Deus nos convida: a confiar nele, que é o único Senhor de tudo; a ser-lhe agradecidos, porque ele é a fonte de todo bem; a colaborar com ele na instauração de uma nova sociedade, em que haja partilha e comunhão de bens, e em que não haja necessitados. Nos textos que seguem, podemos conferir essa divina proposta. A título de exemplo, citamos apenas algumas passagens bíblicas.

A palavra Dízimo é encontrada pela primeira vez em Gênesis 14-18-20; "Melquisedeque, rei de Salém e sacerdote de Deus Altíssimo, mandou trazer pão e vinho, e abençoou Abrão, dizendo: Bendito seja o Deus Altíssimo que entregou os teus inimigos em tuas mãos! " E Abrão deu-lhe o dízimo de tudo".

Abrão oferece a Deus 10% de todos os seus bens, em agradecimentos pela assist6encia de Deus nas lutas contra os inimigos.

Dízimo deve brotar da gratidão, do reconhecimento de que Deus é o Senhor de tudo. Se tenho é porque Ele me deu.

Dízimo: Vamos analisar, ao longo de toda a Biblia, o significado exato desta palavra e suas exigências em sentido litúrgico (relação com Deus) e comunitário (deveres com os irmãos).

Heb. 7,4: "Considerai, pois quão grande é aquele a quem até o patriarca Abraão deu ao dízimo dos seus mais ricos espólios".

Comentário: Abraão, nosso pai na fé, pagou o dízimo. Quem de nós pode se auto-isentar?

Deut. 14, 22-26: O QUE É DÍZIMO?

"Porás à parte o dízimo de todo o fruto de tuas semeaduras, de tudo o que teu campo produzir cada ano. Comerás na presença do Senhor, teu Deus, no lugar que ele tiver escolhido para nele residir o seu nome, o dízimo de teu trigo, de teu vinho, e de teu óleo, bem como os primogênitos de teu rebanho grande e miúdo, para que aprendas a temer o Senhor para sempre. Mas se for muito longo o caminho, de modo que não o possas transportar – porque o lugar escolhido pelo Senhor, teu Deus, para nele residir o seu nome é afastado demais, e ele te acumulou de muitos bens – venderás o dízimo e, levando o dinheiro (desta venda) em tuas mãos, irás ao lugar escolhido pelo Senhor, teu Deus. Comprarás ali com esse dinheiro tudo o que te aprouver, bois, ovelhas, vinho, bebidas fermentadas, tudo o que desejares, e comerás tudo isso em presença do Senhor teu Deus, alegrando-te com tua família".

"PORÁS À PARTE O DÍZIMO DE TODO O FRUTO DE TUAS SEMEADURAS, DE TUDO O QUE TEU CAMPO PRODUZIR CADA ANO".

Comentário: É o dízimo destinado à peregrinação (à casa do Senhor) a cada três anos. É um dízimo com um fim especifico: uma finalidade absolutamente espiritual. Deus exige o dízimo e os primogênitos.

Deut. 14, 27-29: "Não negligenciarás o levita que vive dentro dos teus muros, porque ele não recebeu, como tu partilha nem herança. No fim de três anos porás de lado toss os dízimos da colheita desse (terceiro) ano, e depo-los as dentro de tua cidade para que o levita que não tem como ru partilha nem herança, o estrangeiro, o órfão e a viúva que se encontram em teus muros possam comer à sociedade, e que o Senhor, teu Deus, te abençoe em todas as obras de tuas mãos".

Comentário: Que promessas extraordinária Nosso trabalho, nossos empreendimentos dão resultado porque são abençoados. E são abençoados quando partilhemos o Dízimo como que, por uma razão ou outra, não podem prover seu sustento. Não pode ser esquecido o agente da pastoral que se dedica à evangelização, seja ele padre, irmã ou leigo. Quantas pessoas doentes, idosas, crianças abandonadas, adultos desempregados passando necessidades por causa de um sistema injusto de distribuição da renda em todos os países, mesmo assim permanece o meu compromisso de partilhar, porque é um assunto que se relaciona com Deus e não com as pessoas.

Deut. 12, 11-14: 14-28: "Então, ao lugar que o Senhor, vosso Deus, escolheu para estabelecer nele o seu nome, ali levareis todas as coisas que vos ordeno: vossos holocautos, vossos sacrifícios, vossos dízimos, vossas primícias e todas as ofertas escolhidas que tiverdes prometido por voto ao Senhor".

"Guarda-te de oferecer os teus holocautos em qualquer lugar; oferecê-los as unicamente no lugar que o Senhor escolher em uma de suas tribos, e é ali que oferecerás teus holocaustos e farás tudo que te ordeno".

Comentário: O dízimo deve ser levado à comunidade onde vivo, de que participo e onde celebro a fé. Eu não posso administrar o Dízimo, que a mão esquerda não saiba o que deu a direita. (Mt. 6-3). Fazer uma cesta de alimentos e dar aos pobres é caridade e não Dízimo. É muito importante canalizar os esforços e a generosidade dentro da comunidade cristã.

Heb. 7,5: "Os filhos de Levi, revestidos do sacerdócio, na qualidade de filhos de Abrãao, têm por missão receber o dízimo legal do povo, isto é, de seus irmãos".

Comentário: A equipe, com a participação do padre, deve receber o Dízimo e ajudar a Comissão da Comunidade, como os filhos de Levi ajudavam os sacerdotes no templo, naquela época.

Deut. 26, 12-13: "Quando tiveres acabado de separar o dízimo de todos os teus produtos no terceiro ano que é o ano do dízimo, e tiveres distribuído ao levita, ao estrangeiro, ao órfão e à viúva, para que tenham em tua cidade de que comer com fartura, dirás em presença do Senhor, teu Deus: Tirei de minha casa o que era consagrado para dar ao levita, ao estrangeiro, ao órfão e à viúva, como me ordenaste: não transgredi nem omiti nenhum dos vossos mandamentos".

Comentário: O dízimo estabelece um principio de fidelidade entre a criatura e seu criador.

Num. 18, 26-28:"Dirás aos levitas: quando receberdes dos israelitas o dízimo que vos dei de seus bens por herança, tornareis deles uma oferta para o Senhor, o dízimo dos dízimos. Esta reserva será como o trigo tornado na eira e como o vinho tomado do lagar. Desse modo, fareis também vós uma reserva devida ao Senhor de todos os dizimos que receberdes dos israelitas, e esta oferta reservada para o Senhor, vós a entregareis ao sacerdote Aarão".

Comentário: Os padres ou agentes de Pastoral têm o direito de receber seus salários. Deste salário devem dar o dízimo. Em São Paulo cada padre dá 10% de um salário para um fundo comum, para ajudar os padres idosos ou doentes. Que belo exemplo!

1º Cor. 9,4-14: "Não temos nós, porventura, o direito de comer ou beber? Acaso não temos trás a direito de deixar que nos acompanhe uma mulher irmã, a exemplo dos outros apóstolos e dos irmãos do Senhor e de Cefas? Ou só eu e Barnabé não temos direito de deixar o trabalho? Quem jamais, vai à guerra à sua custa? Quem planta uma vinha e não come de seu fruto? Quem apascenta um rebanho e não se alimenta do leite do rebanho? Trata-se, acaso de simples norma entre os homens? Ou a Lei não diz também o mesmo? Na Lei de Móises está escrito: Não atarás a boca ao boi que debulha (Deut. 25,4) Acaso Deus tem dó dos bois? Não é na realidade, em atenção a nós que ele diz isto? Sim! É por nós que esta escrito. Quem trabalha deve trabalhar com esperança e igualmente quem debulha deve debulhar com esperanças de receber sua parte. Se entre vós semeamos bens espirituais, será, proventura, demasiada exigência colhermos de vossos bens materiais? Se outros arrogam este direito sobre vós, não o temos muito mais? Entretanto, não temos feito uso deste direito: sofremos tudo para não pôr obstáculo algum ao Evangelho de Cristo. Não sabeis que os ministros do culto vivem do culto, e que os que servem ao altar participam do altar? Assim também ordenou o Senhor que os que anunciam o Evangelho vivam do Evangelho".

"O PRÓPRIO JESUS PARA NÃO ESCANDALIZAR, PAGOU TRIBUTO"

Comentário: Muitos padres não recebem seu salário, seu sustento digno. É dever grave da comunidade cuidar do sustento de seus agente de pastoral. É direito daquele que prega o Evangelho viver do Evangelho. Este é um aspécto pouco reconhecido entre nós, cristãos de hoje. Fomos envenenados pela idéia de que a igreja é rica. Uma maneira fácil, cômoda, de nos omitir. Até quando? Eis ai também o direito do trabalhador, de participar daquilo que produz. Tanto o padre, como as irmãs ou os agentes da Pastoral adquirem o direito de participar das ofertas e do dízimo na medida em que se dedicam à comunidade.

Mat. 22, 15-21: "Reuniram-se, então, os fariseus para deliberar entre si sobre a maneira de surpreender Jesus nas suas própias palavras. Enviaram seus discípulas com os herodianos, que lhe disseram: "Mestre, sabemos que és verdadeiro e ensinas o caminho de Deus em toda a verdade, sem te preocupares de ninguém, porque não olhas para a aparência dos homens. Dize-nos, pois o que te parecer: é permitido ou não pagar o imposto a César?" Jesus, percebendo a sua malícia respondeu que se pago imposto". Apresentaram-lhe um denário. Perguntou Jesus: "De quem é esta imagem e esta inscrição? "De César"- responderam-lhe. Disse-lhe então Jesus: "Daí, pois, a César o que é de César, e a Deus o que é de Deus".

Comentário: Imposto paga-se o devido; a Deus, oferece-se conforme manda o coração. No antigo Testamento o dízimo era obrigatório só para atender determinada necessidade. A quantia era determinada pelas autoridades, tipo imposto. Quando é Deus que pede, a oferta é conforme manda o coração. Supõe-se aqui um coração conscientizado que conhece seus deveres, que conhece as necessidades da paróquia e corresponde por amor, por justiça.

Gen. 28,20: "Jacó fez então este voto: Se Deus for comigo, se ele me guarda durante esta viagem que empreendi, e me der pão para comer e roupa para vestir, e me fizer voltar em paz à casa paterna, então o Senhor será o meu Deus. Esta pedra da qual fiz uma estrela será uma casa de Deus e pagarei o dízimo de tudo o que me deres".

Comentário: Jacó fez o voto de dar o dízimo de tudo aquilo que Deus lhe daria Se Deus o atendesse, ele lhe daria 10% e o reconheceria como Deus. Caso contrário... Deus o atendeu e Jacó cumpriu sua promessa. Não tenha medo de pedir e ser fiel.

Lev. 27, 30-31: "Todos os dízimos da terra tomados da semente do solo ou dos frutos das árvores são própriedade do Senhor: é uma coisa consagrada ao Senhor. Todos os dízimos do gado maior e menor, os dízimos do que passa sob o cajado do pastor, o décimo (animal) será consagrado ao Senhor".

Comentário: O dízimo é propriedade do Senhor. Esta é a passagem mais explícita da Bíblia sobre a obrigatoriedade do dízimo. Imagem no quintal de nossa casa uma laranjeira com dez laranjas.

Tob. 1,6-7: "Dirigia-se ao templo do Senhor Deus de Israel, oferecendo fielmente as prímicias e os dízimos de todos os seus bens. De três em três anos, dava ao prosélios e aos estrangeiros todo o seu dízimo".

Comentário: Tobit foi sempre um homem bom, e fiel e temente a Deus, e por isso protegido por Êle.

Mt. 23,23: "Ai de vós, escribas e fariseus hipócritas! Pagais o dízimo da hortelã, do endro e do caminho e desprezais os preceitos mais importantes da Lei: a justiça, a misericórdia, a fidelidade. Eis o que era preciso praticar em primeiro lugar, sem contudo deixar o restante".

Luc. 11,42: "Aí de vós fariseus que pagais o dízimo da hortelã, da arruda e de diversas ervas, e desprezais a justiça e o amor de Deus. No entanto, era necessário praticar estas coisas, sem contudo deixar de fazer aquelas outras coisas".

Comentário: O fato de pagarmos o dízimo não nos autoriza a sermos injustos e exploradores. É necessário dar ofertas, é mais necessário praticar a justiça. O dízimo me torna fiel e justo para com Deus. Mas deve tornar-me fiel e justo com meus irmãos, lutando contra a opressão e as injustiças. Nove eu posso apanhar, chupar, vender, dar. Posso fazer aquilo que eu quero. Uma pertence à Deus. É o dízimo. Mas Deus me dá liberdade. Deixa-me livre. Eu posso apanhar ou não aquela laranja consagrada a Êle. Mas se uso mal a liberdade e a apanho e chupo, estou comendo a semente. Se como a semente não planto, se não planto, não posso colher.

Mat. 3,8-9: "Pode o homem enganar seu Deus? Por que procurais enganar-me? E ainda perguntais: Em que vos temos enganado? No pagamento dos dízimos e nas ofertas. Fostes atingido pela maldição, e vós, nação inteira, procurais enganar-me".

Comentário: O Dízimo é algo importante e sério. Ficar com o que é dos outros é roubo. Será que conseguiremos enganar a Deus? Basta olhar a realidade do mundo e ao nosso redor para compreendermos a seriedade deste texto. Mas, de outro lado, o texto seguinte expressa a vontade de Deus e a sua disponibilidade de abençoar aquele que é fiel.

Mat. 3,10 e 11: "Pagai integralmente os dízimos ao tesouro do templo, para que haja alimento em minha casa. Fazei a experiência, diz o Senhor dos exércitos, e vereis se não vos abro os reservatórios do céu e se não derramo a minha benção sobre vós muito além do necessário".

Comentário: Aqui está o verdadeiro sentido do Dízimo. Deus pede o Dízimo e diz para quê. Não pode faltar nada na casa de ningúem. E o direito de todos participarem de tudo o que precisam para uma vida feliz e digna. Nós mesmos somos a casa onde Deus que fazer morada. Esta morada tem que ser digna. Dízimo, dízimo mesmo como sinal de partilha, garante esta dignidade. "Tesouro do templo" lugar onde eram depositadas as ofertas, os dízimos que as pessoas traziam. Seriam uma espécie de depósito que funcionava numa sala junto ao templo. Vemos aqui o Criador prometer suas bençãos. Não é o homem que impõe condições como fez Jacó, e sim o Senhor oferecendo bondosamente propondo uma experiência. "A prata e o ouro me pertencem, diz o Senhor." (Ageu 2,8).

2Corintios 9,7: "Cada um contribua segundo propôs no seu coração; não com tristeza, nem por constrangimento; porque Deus ama ao que dá com alegria.

Salmo 23: "O Senhor é o meu pastor; nada me faltará. Deitar-me faz em pastos verdejantes; guia-me mansamente a águas tranqüilas. Refrigera a minha alma; guia-me nas veredas da justiça por amor do seu nome. Ainda que eu ande pelo vale da sombra da morte, não temerei mal algum, porque tu estás comigo; a tua vara e o teu cajado me consolam. Preparas uma mesa perante mim na presença dos meus inimigos; unges com óleo a minha cabeça, o meu cálice transborda. Certamente que a bondade e a misericórdia me seguirão todos os dias da minha vida, e habitarei na casa do Senhor por longos dias.

1Corintios 4,7: "Pois, quem te diferença? E que tens tu que não tenhas recebido? E, se o recebeste, por que te glorias, como se não o houveras recebido?"

Lucas 17,11-19: "E aconteceu que, indo ele a Jerusalém, passava pela divisa entre a Samária e a Galiléia. Ao entrar em certa aldeia, saíram-lhe ao encontro dez leprosos, os quais pararam de longe, e levantaram a voz, dizendo: Jesus, Mestre, tem compaixão de nós! Ele, logo que os viu, disse-lhes: Ide, e mostrai-vos aos sacerdotes. E aconteceu que, enquanto iam, ficaram limpos. Um deles, vendo que fora curado, voltou glorificando a Deus em alta voz; e prostrou-se com o rosto em terra aos pés de Jesus, dando-lhe graças; e este era samaritano. Perguntou, pois, Jesus: Não foram limpos os dez? E os nove, onde estão? Não se achou quem voltasse para dar glória a Deus, senão este estrangeiro? E disse-lhe: Levanta-te, e vai; a tua fé te salvou".

Malaquias 3,10: "Trazei todos os dízimos à casa do tesouro, para que haja mantimento na minha casa, e depois fazei prova de mim, diz o Senhor dos exércitos, se eu não vos abrir as janelas do céu, e não derramar sobre vós tal bênção, que dela vos advenha a maior abastança."

Lucas 21,1-4: "Jesus, levantando os olhos, viu os ricos deitarem as suas ofertas no cofre; viu também uma pobre viúva lançar ali dois leptos; e disse: Em verdade vos digo que esta pobre viúva deu mais do que todos; porque todos aqueles deram daquilo que lhes sobrava; mas esta, da sua pobreza, deu tudo o que tinha para o seu sustento".

Mateus 6,25-31: "Por isso vos digo: Não estejais ansiosos quanto à vossa vida, pelo que haveis de comer, ou pelo que haveis de beber; nem, quanto ao vosso corpo, pelo que haveis de vestir. Não é a vida mais do que o alimento, e o corpo mais do que o vestuário? Olhai para as aves do céu, que não semeiam, nem ceifam, nem ajuntam em celeiros; e vosso Pai celestial as alimenta. Não valeis vós muito mais do que elas? Ora, qual de vós, por mais ansioso que esteja, pode acrescentar um côvado à sua estatura? E pelo que haveis de vestir, por que andais ansiosos? Olhai para os lírios do campo, como crescem; não trabalham nem fiam; contudo vos digo que nem mesmo Salomão em toda a sua glória se vestiu como um deles. Pois, se Deus assim veste a erva do campo, que hoje existe e amanhã é lançada no forno, quanto mais a vós, homens de pouca fé? Portanto, não vos inquieteis, dizendo: Que havemos de comer? ou: Que havemos de beber? ou: Com que nos havemos de vestir?"

Lucas 12,16-21: "Propôs-lhes então uma parábola, dizendo: O campo de um homem rico produzira com abundância; e ele arrazoava consigo, dizendo: Que farei? Pois não tenho onde recolher os meus frutos. Disse então: Farei isto: derribarei os meus celeiros e edificarei outros maiores, e ali recolherei todos os meus cereais e os meus bens; e direi à minha alma: Alma, tens em depósito muitos bens para muitos anos; descansa, come, bebe, regala-te. Mas Deus lhe disse: Insensato, esta noite te pedirão a tua alma; e o que tens preparado, para quem será? Assim é aquele que para si ajunta tesouros, e não é rico para com Deus."

Mateus 18,20: "Pois onde se acham dois ou três reunidos em meu nome, aí estou eu no meio deles."

Mateus 25,40: "E responder-lhes-á o Rei: Em verdade vos digo que, sempre que o fizestes a um destes meus irmãos, mesmo dos mais pequeninos, a mim o fizestes."

João 14,1-5: "Não se turbe o vosso coração; credes em Deus, crede também em mim. Na casa de meu Pai há muitas moradas; se não fosse assim, eu vo-lo teria dito; vou preparar-vos lugar. E, se eu for e vos preparar lugar, virei outra vez, e vos tomarei para mim mesmo, para que onde eu estiver estejais vós também. E para onde eu vou vós conheceis o caminho. Disse-lhe Tomé: Senhor, não sabemos para onde vais; e como podemos saber o caminho?"

Mateus 25,34: "Portanto, eis que eu vos envio profetas, sábios e escribas: e a uns deles matareis e crucificareis; e a outros os perseguireis de cidade em cidade."

Mateus 28,19-20: "Portanto ide, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo; ensinando-os a observar todas as coisas que eu vos tenho mandado; e eis que eu estou convosco todos os dias, até a consumação dos séculos."

Mc 16,15: "E disse-lhes: Ide por todo o mundo, e pregai o evangelho a toda criatura."

Leia ainda as citações onde a Palavra de Deus nos orienta sobre o dízimo: Ex 22,28-29 (deve-se oferecer a Deus o melhor); 1Sm 8,14-18 (o dízimo a serviço do rei); 2Cr31,2-10 (o dízimo e o clero); Ne 10,33-40 (o dízimo e o templo); Ne 13,10-12 (o dízimo e os ministros do templo); Tb 1,6-8 (o testemunho de um dizimista fiel); e Ml 3,5-12 (o dízimo é uma fonte de bênçãos).

DÍZIMO OU OFERTA?

É verdade que na Bíblia Sagrada Deus nos pede o Dízimo e a Oferta. "Pagai integralmente os dízimos à casa do Senhor" (Mal 3,10). "Dizei ao povo de Israel que me faça uma oferta diz o Senhor" (Ex 25,2).

Existe uma grande diferença entre Dízimo e Oferta, embora ambos sejam fruto de nossa fé, do nosso reconhecimento, da nossa gratidão para com Deus, da nossa generosidade, de nosso coração.

Dízimo é devolver a Deus, com fidelidade, uma parte de tudo aquilo que Ele próprio nos dá, como primícias da nossa renda. Quer dizer que toda vez que Deus nos dá, nós separamos 'as primícias', a parte consagrada a Ele, e fazemos a devolução. Se a nossa renda é a colheita, nós daremos o nosso Dízimo quando realizarmos a nossa colheita no campo. Se a nossa renda é o nosso salário, devolvemos nosso Dízimo como primeiro gesto de gratidão a Deus, logo que recebemos o nosso salário. Se a nossa renda for o fruto da renda de algum bem, daremos o dízimo da nossa renda ao receber o que ganhamos com a venda daquele bem.

A Oferta é livre, não tem momento certo, depende da necessidade de quem solicita e da disponibilidade de quem oferece. O Dízimo tem um destino certo: a Igreja de Jesus cristo, para a realização da obra de Deus, de acordo com um plano pastoral que abrange a dimensão religiosa, social e missionária. Este plano tem continuidade, não pode sofrer interrupções, por isso deve contar com recursos regulares. É o Dízimo que deve sustentar o plano pastoral da Igreja para a realização da obra de Deus. As ofertas se destinam geralmente para a realização de obras complementares ou para socorrer alguma emergência pessoal ou comunitária, ou ajudar o plano pastoral da Igreja, mas como acréscimo ao Dízimo, que constitui a pastoral de sustentação da vida paroquial.

A Pastoral do Dízimo é social e missionária. Este plano tem continuidade, não pode sofrer interrupções, por isso deve contar com recursos regulares. É o Dízimo que deve sustentar o plano pastoral da Igreja para a realização da obra de Deus. As ofertas se destinam geralmente para a realização de obras complementares ou para socorrer alguma emergência pessoal ou comunitária, ou ajudar o plano pastoral da Igreja, mas como acréscimo ao Dízimo, que constitui a pastoral de sustentação da vida paroquial

PARA QUE SER DIZIMISTA?

Representando meu salário trinta dias do meu tempo, da minha existência, na verdade ele contém uma parcela da minha vida. Assim, o que eu ofertar desse salário será um pouco de mim mesmo que estarei ofertando. Será importante, pois, saber o que será feito desse pedaço de mim.

"Ide por todo o mundo e pregai o Evangelho a toda a criatura" (Mc 16,15). Evangelizar é a primeira e principal missão da Igreja. Ordenados ou não, se somos parte dessa Igreja, membros do corpo místico cuja cabeça é Cristo, então essa missão é de todos nós, herdada no batismo e individualmente assumida no crisma.

Mas Jesus torna-nos também responsáveis por nossos irmãos. "Amai-vos uns aos outros", diz Ele. "Ninguém tem maior amor do que aquele que dá a vida por seus amigos", completa (Jo 15, 12-13). E ainda nos coloca em xeque em relação às atitudes que tivermos perante os mais desvalidos, com fome, com sede, com frio, doentes, aprisionados: "...todas as vezes que fizestes isto a um destes meus irmãos mais pequeninos, foi a mim mesmo que o fizestes" (Mt 25, 31-40).

"...A toda a criatura" - quer dizer, uma missão sem fronteiras, para além dos limites, uma Igreja verdadeiramente missionária. Como Paulo e os outros apóstolos, e muitos missionários, religiosos e religiosas, todos, como membros desse corpo, devemos contribuir para que a obra de evangelização prospere e se irradie.

Nosso dízimo, aquele pedacinho de vida de cada um de nós, ofertado a Deus, vai permitir que Ele se manifeste através da Igreja, pela proclamação de Sua palavra, pela sagrada Eucaristia, pelos sacramentos, pelo socorro aos carentes, pelo trabalho missionário.

Nosso dízimo, aquele pedacinho de nossa vida, proverá o sustento do ministro ordenado, pagará salários de funcionários da paróquia, possibilitará a compra de material litúrgico, de material de uso das diversas pastorais, cobrirá os gastos com impostos, taxas e na limpeza, conservação e embelezamento do templo. É a dimensão religiosa do dízimo.

Nosso dízimo, aquele pedacinho de nossa vida, comprará remédios para os doentes que procuram a comunidade, cestas básicas para as famílias carentes, auxiliará em situações de penúria o paroquiano, sustentará cursos profissionalizantes que permitam aumentar as possibilidades de ganho para os mais humildes. É a dimensão social.

De tudo que a paróquia recebe, entre dízimo e ofertas, também daí sai um dízimo: o dízimo paroquial, que, orientado para as dioceses, contribuirá para seus compromissos, inclusive na manutenção de seminários e na destinação às missões. É o dízimo missionário.

De tudo isto o dizimista precisa estar sempre informado. É seu direito. Mas, certamente, saber que contribuiu para que o pão e o vinho chegassem até o altar no Ofertório, para, em seguida, na Consagração, serem transformados no Corpo e no Sangue de Jesus, será o bastante para justificar, no sacrifício do Cristo, o seu próprio sacrifício de oferecer-se no seu dízimo.

O dízimo aponta em seu propósito para quatro elementos, como se fossem os quatro pontos cardeais: Para Deus, para o próximo, para a criação e para nós mesmos.

Para Deus – O dízimo nos leva a reconhecer seu soberano domínio e os benefícios que vêem de sua Mão. Deus é o proprietário do mundo e em particular daquilo que nos concedeu.

Para o próximo – Move-nos à generosidade, à prática da caridade e, em muitos casos, a vivencia da justiça. Tem uma dimensão salvífica (Mt 25,31-46). É uma amostra de nossa generosidade que nos faz crescer por dentro, educa no amor e contribui para a verdadeira união entre os membros da comunidade.

Para a criação – Leva-nos a nos mostrar livres ante as coisas materiais, como tenentes de Deus na criação. Não se trata de condenar os bens materiais, mas é um convite para que caminhemos sem apegos e sem cair na escravidão do materialismo.

Para nós mesmos – Move-nos a perceber os valores transcendentes e nossas expectativas de salvação, nos permite ver o irmão necessitado. Permite que nos afastemos do pecado insaciável da ganância.

Mas, para que o dízimo, se as festas dão mais dinheiro?

As festas dão dinheiro pra quem? Para as distribuidoras de bebidas, para os camelôs, para os supermercados que as abastecem. Uma pergunta se faz necessária! Nossas festas de Igreja são evangelizadoras? Há um descontentamento generalizado no interior de nossas comunidades quanto às festas: exigem muita preparação; provocam cansaço e estresse; às vezes criam divisões e fofocas na comunidade; roubam o tempo que poderia ser usado na catequese, na oração, na evangelização, na formação de novos ministros, nos grupos de reflexão; facilitam o consumo de drogas, o exagero em bebidas e os namoros irresponsáveis; favorecem a prática de desvio de dinheiro; desagradam os vizinhos por causa do barulho. Muitas vezes, a condição de realizá-las passa por relações indecentes da Igreja com empresas comerciais e poderes públicos: vantagens, desvios de recursos públicos, doações interesseiras. Relações em que a Igreja se vende ao mercado e ao poder.

“QUEM SAI GANHANDO, NA OFERTA DO DÍZIMO, É O PRÓPRIO DIZIMISTA!”

Além disso, as festas distorcem o sentido bíblico de festa e disseminam a idéia de que a Igreja é uma empresa de fazer dinheiro. Atrapalham as relações ecumênicas, uma vez que os membros de outras igrejas cristãs nos vêem como adoradores do deus-dinheiro e promotores de vícios. Fazer festa é um ato profundamente bíblico e cristão. Mas não para fazer dinheiro, nem para facilitar os vícios. As festas dos israelitas e dos primeiros cristãos eram ocasião de celebrar a vida, a fé e a organização do povo. Eram marcadas pelo espírito da alegria e da partilha. Não se pode nem se deve acabar de vez com as festas. Mas, com o incentivo da Pastoral do Dízimo e o aumento do dízimo dos fiéis, será possível diminuir drasticamente o número delas e a preocupação que nos causam. Mais que tudo isso, é importante considerar que o dízimo é um mandamento bíblico e, por isso, favorece grandemente a experiência de fé em Deus e de partilha com os irmãos.

QUEM DEVE OFERTAR?

Todas as pessoas que participam de alguma pastoral, movimento ou ministério devem oferecer o seu Dízimo. O padre deve ser um motivador do Dízimo, por isso também deve ser um dizimista. É bom lembrar que a contribuição para movimentos e ajudas diversas não substitui o Dízimo.

Ninguém está dispensado. A Bíblia fala que todos devemos reconhecer as graças de Deus. Cada um deve dar de acordo com suas possibilidades. Deus elogiou a oferta da pobre viúva. Deve ter sido bem pequena. E não aprovou a oferta dos ricos que faziam a doação só para se mostrar. Como bom exemplo, até o Padre, os Ministros, os Agentes de Pastoral, as irmãs, as Empresas, o Bispo... todos deveriam dar seu dízimo.

Os pobres também devem oferecer o dízimo, porque também eles têm muito a agradecer a Deus. Por menor que seja, o dízimo que oferecem tem muito valor, e deve ser recebido com carinho e gratidão pela comunidade. Como o óbulo da viúva do Evangelho.

Por que, para algumas pessoas, é tão difícil oferecer o Dízimo?

Vivemos numa sociedade em que o dinheiro e o lucro ocupam o lugar de Deus e das pessoas. Jesus Cristo nos adverte que é impossível servir a dois senhores, adorando ao mesmo tempo a Deus e ao Dinheiro (Lc 16,13). Mesmo assim, há cristãos que seguem a proposta do mundo. A sociedade materialista e consumista em que vivemos nos ensina a reter, concentrar, possuir, ter, ganhar, consumir, acumular. Somos incentivados a ter corações egoístas e fechados. O Evangelho, ao contrário, nos ensina que só quem é generoso e não tem medo de repartir o que possui está, de fato, aberto para acolher os benefícios de Deus. São dois projetos bem diferentes: a sociedade consumista e egoísta ou o Reino da partilha e da justiça. É preciso fazer uma escolha entre o Reino de Deus e o reino do dinheiro.

E não dá para dar o dízimo em forma de serviços ou ofertas?

Pra dar, dá. Mas, ser sincero também neste ponto. Deve-se combinar bem com a Equipe do Dízimo. Pode também ser em doações. Só que a Bíblia fala claro: mesmo dando um animal para o sacrifício, mesmo assim a família não está dispensada do dízimo. O dízimo, na Bíblia, é sagrado e não se negocia com nada. Por isto, as coletas na Missa não dispensam o dízimo.

A Bíblia é bem clara: quem pode dar dez por cento, deve dá-lo. Quem pode dar 10% não deve dar Oito por cento. Quem pode dar 5 por cento não deve dar 2 ou 3 por cento. A Igreja no Brasil pede pelo menos um por cento (centésimo). Mas, quem pode dar mais, deve dá-lo.

QUANTO OFERTAR?

Efetivamente, dízimo significa uma décima parte, ou dez por cento, como já se o ofertava ao tempo do Antigo Testamento.

Os israelitas davam dez por cento do que colhiam da terra e do trabalho. Daí vem a palavra dízimo, que significa décima parte, dez por cento daquilo que se ganha. Veja como Deus é bom. Ele lhe dá tudo. Deixa nove partes para você fazer o que precisar e quiser, e pede retorno de somente uma parte. Assim, todos somos convidados a ofertar de fato a décima parte.

Contudo, longos anos afastados da prática do dízimo, poucos são ainda os cristãos católicos que o têm como compromisso. Há, assim, que se reconhecer difícil, de uma hora para outra, separar os dez por cento de Deus de um salário pequeno já comprometido com um orçamento apertado. Deus há de entender e perdoar, enquanto sentir o esforço e o propósito de cada um.

Dízimo é uma questão de generosidade.

São Paulo (II Cor 9, 7) orienta: "Dê cada um conforme o impulso do seu coração, sem tristeza nem constrangimento. Deus ama o que dá com alegria".

É isso: se mesmo se esforçando, você só pode dar pouco, faça-o, mas com amor. E que não seja seu resto, sua sobra. Nada do que Deus lhe deu é resto. Se você pode dar muito, mas não se sente motivado, não está conscientizado, não dê nada. Porque sem amor, sem o sentido da gratidão e do compromisso, não é dízimo, é esmola. Deus não quer e não precisa de esmola.

O dizimista deve sentir-se livre perante Deus ao fixar o percentual de sua contribuição, não deve se preocupar com o que sai do seu bolso (se muito ou pouco dinheiro), mas com o que sai de seu coração (se pouco ou muito amor a Deus e à Comunidade).

A orientação que se pode dar para quem vai iniciar a prática do dízimo, vai ainda se inscrever como novo dizimista, é que inicie com um ou dois por cento, para não ter que desistir logo em seguida. Lembre-se que bastou um jovem desprendido ofertar cinco pães e dois peixes para que Jesus operasse o milagre da multiplicação (Jo 6,5-13). Assim fará com o dízimo em nossa paróquia.

Aos poucos, vendo o desenvolvimento de sua comunidade e o trabalho que agora é possível promover, você pode querer aumentar sua participação. Será uma decisão sua e de sua família. A experiência tem comprovado que aqueles que, num passo de confiança nas promessas divinas, optaram pelo dízimo integral, isto é, pela oferta de 10% de tudo que ganham, não se arrependeram de tê-lo feito e nem sentiram falta em seus orçamentos. Ao contrário, sentem-se mais abençoados que antes, quando suas contribuições eram proporcionalmente menores. Há muitos dizimistas que dão este testemunho: quanto mais se oferece de dízimo, mais se ganha. Pois, o dízimo é um ato de fé em Deus, que não deixa na mão os que nele confiam. Mas consulte-se com Deus em oração. Quem já é dizimista e pela graça de Deus já chegou nos dez por cento, ou até mais, louve e agradeça ao Senhor por isso.

Como lembra Paulo: "Não se trata de aliviar os outros fazendo-vos sofrer penúria, mas, sim, que haja igualdade entre vós" (II Cor 8, 13).

COMO FAZER?

Em princípio, o dízimo deve ser oferecido cada vez que se recebe algo: o salário, uma doação ou o resultado de uma venda importante. De modo geral e prático, podemos dizer que a oferta do dízimo deve ser mensal. Assim como você recebe seu salário todo mês, assim também mensalmente deveria fazer sua oferta do dízimo. Por isso, é necessário educar-se para fazer mensalmente a oferta do dízimo. Se o católico, que recebe mensalmente o seu salário, não se educar para o dízimo mensal, ele irá dar, uma ou outra vez, aquilo que sobrar. E isso não é dízimo, mesmo que seja uma grande quantia. Se desse mensalmente apenas 1%, mas com alegria e consciência, seria melhor. Sendo uma contribuição regular e periódica, e proporcional ao ganho de cada dizimista, o dízimo deve ser entregue na comunidade com a mesma regularidade com que acontece o recebimento de seus ganhos. A contribuição mensal de cada dizimista favorece também a organização da Pastoral do Dízimo, na comunidade, na paróquia e na diocese. Sabendo quanto recebe mensalmente de dízimo, a Igreja pode fazer seus orçamentos e previsões, bem como pode prestar contas regulares ao povo.

O ideal é que o dízimo seja oferecido mensalmente. Assim, é possível à comunidade organizar-se prevendo as entradas de cada mês. Nada impede, porém que, em algumas comunidades, de um modo especial naquelas da área rural, o dízimo seja entregue a cada seis meses, ou anualmente.

"Então, ao lugar que o Senhor, vosso Deus, escolheu para estabelecer nele o seu nome, ali levareis todas as coisas que vos ordeno: vossos holocaustos, vossos sacrifícios, vossos dízimos, vossas primícias e todas as ofertas escolhidas que tiverdes prometido por voto ao Senhor". (Dt. 12,11s). O dízimo pertence a Deus e é no Templo que deve ser entregue, ou seja, na nossa paróquia onde participamos regularmente. Levar um auxílio a um pobre, fazer um donativo a uma instituição beneficente são obras muito boas e agradáveis a Deus mas não são dízimos e não nos isentam de contribuir com o dízimo, ofertado à paróquia onde recebemos a Palavra e os Sacramentos da salvação. Portanto, o dízimo deve ser levado à igreja. Pode ser entregue na secretaria paroquial, ou na igreja, ou ser entregue a alguém da Pastoral do Dízimo ao final das missas e celebrações. Embora haja, em algumas paróquias, o costume de alguns fiéis saírem pelas ruas para receberem o dízimo das famílias, o ideal seria que cada fiel viesse à igreja trazer o seu dízimo. Os membros da Pastoral do Dízimo podem/devem ir de casa em casa para: levar alguma mensagem da paróquia, entregar o Jornal da Arquidiocese e da Paróquia, lembrar o compromisso com o dízimo, entregar o relatório mensal da prestação de contas, etc. Mas, cada um deveria oferecer livre e alegremente o seu dízimo na comunidade onde vive sua fé.

 

 

PARA ONDE VAI O DÍZIMO?

 


O dízimo, todo ele, é investido na Igreja. Uma pequena porcentagem (10%) é entregue à Cúria Diocesana, que está a serviço das comunidades. O restante é dividido entre a comunidade doadora e a sede paroquial.

É bom saber que o Dízimo tem destino certo. Ele é direcionado para seis dimensões da obra evangelizadora.

A primeira é a dimensão litúrgica, nas despesas com o culto: toalhas, velas, flores, folhas de canto, luz, água, vinho, hóstias....

A segunda é a dimensão Pastoral, nas despesas com as pastorais: catequese, retiros, livros, cartazes...

A terceira é a dimensão Comunitária, na remuneração dos padres, dos funcionários, manutenção do prédio, da casa paroquial, da secretaria...

A quarta é a dimensão Social, na promoção humana e social, pobres, idosos, crianças, dependentes químicos...

A quinta é a dimensão Missionária, na colaboração com as paróquias pobres da diocese e de outras dioceses, com as missões...

E a sexta é a dimensão Vocacional, na formação de lideranças, novos padres, Ministros, catequistas...